Os novos recursos do Skype indicam que o programa está no caminho certo?

Pouco tempo atrás, a Microsoft anunciou um recurso para o Skype 5.0: localizar nossos amigos por meio da agenda telefônica. Esta novidade se soma a outras recém divulgadas, como o tradutor de voz em tempo real. Se antes não era muito claro, agora nós sabemos que a Microsoft transformou o Skype numa espécie hibrida de messenger e videoconferência com mil funções. Você gostou do rumo tomado pelo comunicador?

Para ser sincero, eu não gostei muito e esses são os motivos.

Sem prestar atenção no fundamental

A história do iTunes é bem parecida com a do Skype. Uma empresa de grande porte (Apple) compra uma empresa menor para usar uma determinada tecnologia que esta última desenvolveu. Após mais de 50 novas funções adicionadas, contando desde o lançamento oficial em 2001, hoje nós podemos usar aquele velho programa promissor como uma emissora de podcasts.

Quem usa o iTunes como emissora de podcasts? Quem se importa com a introdução de um novo jogo para iPod? Embora a posição seja conservadora, o iTunes não melhorou aquilo que deveria melhorar, que neste caso é a pura transferência de arquivos. Programas como iTools, CopyTransfer e outros do gênero conseguem ser mais efetivos nesta função.

E são melhores justamente por estarem centrados em fazer aquilo que sabem. A transferência de arquivos no iTunes ou a sincronização de biblioteca é terrível. Ainda mais quando você quer transferir uma música em PCs alheios. Já no caso do Skype, era melhor anunciar a descoberta de um meio de não sugar a bateria do celular. Não funções adicionais.

Sugando a bateria como um vampiro

A quantidade excessiva de bateria gasta para manter o Skype no celular ou tablet não condiz com a necessidade de tê-lo instalado. Quando o bug da câmera ligada em segundo plano repercutiu no noticiário de tecnologia, o próprio Google aconselhou a desinstalação do Skype para manter a bateria do Android em condições normais.

O Skype precisa consumir menos bateria em qualquer situação. Talvez seja o único jeito para competir contra aplicativos de mensagens monofuncionais. Tenho de exemplo o abismal Yo!, que chegou como um app de notificação e não faz mais nada além do pressuposto. Os elogios? Fazer bem o prometido sem atrapalhar o funcionamento do aparelho. Existem poucos aplicativos bons como canivete suíço.

Aí você se pergunta: o que aconteceu depois do caso da bateria? Foi anunciado que mensagens instantâneas não teriam impacto adicional na bateria. Mas nenhuma solução adicional ou mesmo “agressiva”, como disseram.

Pequenas melhorias que nunca são anunciadas

Ainda o mesmo aplicativo é diferente dependendo da plataforma. A versão do Windows tem mais opções de status que o app para celular ou tablet. O motivo? Nenhum. Se você estiver no status “ocupado” no PC e mantê-lo funcionando nos dispositivos móveis, o status será mudado automaticamente para invisível. É bem diferente que estar ocupado.

O Skype também é um dos programas que mais consomem recursos do computador sem habilitar a videoconferência. Ele pesa mais que o dobro do Outlook na comparação de CPU. A quantidade de recurso usado é injustificável para uma função inativa.

Quantidade de memória consumidaConsumo sem razão comparado aos outros da lista

Em vez dos pequenos erros serem consertados, o Skype ganha funções que podem aumentar a quantidade de problemas do comunicador. Primeiro, é preciso limpar a casa.

Pegando o caminho errado

O iTunes começou como um promissor sistema para tocar música e gerenciar arquivos, cresceu… e virou um trambolho insustentável, sem capacidade de concorrer com players de streaming, como o Spotify, ou com gerenciadores de arquivos igual ao Media Monkey.

Mesmo com algumas promessas legais, a tendência do Skype em aumentar recursos e não melhorar o essencial me faz lembrar daquele player que a Apple comprou… e no final virou um canivete suíço que afugenta quem não possui os dispositivos da empresa.

Depois, pode ser tarde demais para recuperar o lugar perdido.

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