Porque troquei minha TV pela Netflix

Antes de mais nada, devo avisar: adoro assistir TV, principalmente filmes e séries. Não, não sou daqueles sedentários que ficam dias inteiros em frente à telinha. Faço exercícios, pratico esportes, saio com amigos, bebo minha cerveja. Mas, para mim,  ver TV é uma atividade prazerosa, como existe gente que coleciona selos ou pratica paraquedismo. Enfim…

Esse hobby de longa data sofreu uma mudança radical de alguns meses para cá. Eu simplesmente troquei minha assinatura premium de TV a cabo pela mais básica das básicas e adotei de vez a Netflix, talvez a maior invenção da humanidade desde o George Foreman Grill.

Catálogo da Netflix

O motivo principal para essa mudança é simples. O custo-benefício da TV a cabo simplesmente perdeu todo o sentido diante do que o serviço de streaming de vídeos mais famoso do mundo tem a oferecer: a possibilidade de assistir o que eu quero, quando eu quero, onde eu quero.

Se essa “queda” da TV tradicional – e a cabo – ficava reservada ao campo da futurologia há alguns anos, agora ela chegou para ficar. Senão, vejamos: por que eu devo pagar algo em torno de R$ 300 (ou R$ 200 ou R$ 150) por um serviço que me entope de comerciais, filmes velhos, séries cujos capítulos inéditos, na maioria das vezes, só chegam depois de semanas – ou  meses – após sua exibição nos EUA? Nem vou comentar a qualidade da TV aberta, porque aí o alvo já é fácil demais.

Na Netflix, as vantagens são inúmeras, a começar pelo preço, que varia entre R$ 19,90 e R$26,90. E essa diferença não significa restrições de conteúdo, mas sim o número de telas pela qual posso acessar simultaneamente o serviço. Ou seja, se pago pelo mais barato, vou assistir a mesma coisa de quem paga o plano mais caro.

Planos de assinatura da Netflix

Outra vantagem monstruosa: na Netflix, não preciso me programar para chegar em casa em determinado horário para assistir a uma série ou filme. Ou, se precisar assistir à reprise, ficar dependendo da boa vontade da TV a cabo. Eu simplesmente ligo meu PC (ou meu PlayStation, tablet e até smartphone), acesso o serviço e dou um Play no que quero ver. Assim, posso fazer uma maratona daquela série ou ver a trilogia de um determinado filme quando quiser. Seja da minha casa, do meu PC no trabalho e até no trânsito – se o 3G estiver de bom humor ou um santo wi-fi gratuito estiver disponível ao meu redor. Isso sem contar as séries produzidas pela própria empresa, cujo revolucionário sistema de distribuição libera todos os capítulos da temporada de uma vez só.

Antes que você me acuse de ser um fanático pela Netflix, vamos deixar bem claro: o serviço não é perfeito. O acervo da Netflix no Brasil é muito inferior ao dos EUA, a qualidade das legendas, em muitos casos, deixa a desejar, e considerando que a internet do Brasil precisa melhorar MUITO até chegar a uma qualidade minimamente aceitável, estamos sempre sujeitos a turbulências durante a exibição do conteúdo. Mas, pensando de forma prática, eu enfrentava esses mesmos problemas na TV a cabo, pagando um valor dez vezes maior. E ainda dependia da boa vontade deles pra conseguir assistir ao que queria.

Além disso, ao contrário da TV a cabo, há sempre um jeito de potencializar o uso da Netflix. É possível, por exemplo, acessar o acervo norte-americano. Com um pouco mais de paciência, dá até para colocar legendas. E aí, meu amigo, a festa está completa. Além disso, com o dinheiro que você economiza cancelando uma Net da vida, dá para ir ao cinema um maior número de vezes. Ou fazer outra atividade que você goste…

Claro que cancelar de vez a TV a cabo é um tanto radical. Afinal, um joguinho de futebol aqui e acompanhar as notícias ali também é bom. No entanto, você consegue isso pagando o valor mínimo do serviço. Mas, para quem gosta muito de filmes e séries, como eu, a TV a cabo virou coisa do passado. Vida longa à Netflix!

E aí, você também já abandonou sua TV e adotou a internet para assistir seus filmes, séries e outros conteúdos?

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