6 provas que mostram se você está apaixonado por um aplicativo

Será que algum dia você se apaixonará por um aplicativo de computador? Bom, foi isso o que aconteceu no filme “Ela” – que estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (14/02) -, no qual o personagem de Joaquin Phoenix caiu de amores por um… sistema operacional (?!). Logo, é possível descobrir se há um “algo mais” com aquele software que você não para de olhar.

Como sabemos, o amor é um sentimento imprevisível e sem regras. Um dia você vai ficar parado, pensando na vida, sem se preocupar com nada. Então, de repente, não mais que de repente… BAM! O cupido, aquele anjo que anda em trajes sumários e com um senso de humor enigmático, escolhe você como presa. E sim, você dançou. E o que é pior: o amor pode assumir formas que você nunca espera. Ultimamente, por exemplo, mais e mais pessoas estão se apaixonando por algum tipo de código binário que carrega bits e mais bits e também conhecemos como aplicativos (e não, não estamos falando de fanboy da Apple, que tem uma relação obsessiva com qualquer coisa que comece com i). E eles podem assumir diversas formas, como o Yahoo Tempo, que não quer que você seja surpreendido por aquela chuva indesejável, ou o VSCO Cam, uma espécie de femme fatale das aplicações fotográficas.

E não, você não está imune a este tipo de amor. O Softonic apresenta seis provas que mostram que sim, talvez você esteja apaixonado por um aplicativo. Se você se identificar com, pelo menos, três delas, então, meu amigo, comece a amaldiçoar o cupido geek que voa por aí.

Você não pode ficar longe dele nem por um minuto

O app do Facebook [Android | iPhone | Windows Phone | BlackBerry | Java] é uma armadilha entre as paredes estreitas de um smartphone, mais especificamente quando você apaga a luz do telefone: a solidão sem o aplicativo vira uma dor real. Sim, você vai ter de passar uma noite inteira sem ele. E logo pela manhã, bem antes do primeiro café, você vai lançar aquele olhar amoroso para o programa e tudo volta a fazer sentido ao toque a tela do seu celular com tela de seis polegadas.

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Se você é apaixonado por um aplicativo, não consegue ficar longe dele. Ele se torna seu último pensamento antes de dormir e o primeiro pela manhã. Mas não é só. Você sempre fica feliz ao ativá-lo, você sempre quer a melhor conexão à internet para vê-lo rodando com rapidez. E você adora visualizar todo o conteúdo que o aplicativo traz. E quando você está em algum lugar com os amigos e a cobertura 3G não é das melhores – ou o local não oferece wi-fi – aparece a falta de ar, a agonia começa a apertar. Porque você está sofrendo, e é tudo culpa sua. Você começa a pensar que poderia ter ficado em casa e comido aquele atum em conserva, mas estaria ao lado do seu poderoso roteador wi-fi, vendo seu amor “voando” livre. E a cada 20 minutos, você inventa uma desculpa para dar uma saída e sai à procura de algum ponto com sinal, para matar as saudades do seu pequeno. Se isso acontece com você, então você está apaixonado. Mas, para ter certeza, você precisa de mais provas.

Quer manter o aplicativo aberto apenas para apreciá-lo

Se está rolando uma paixão pelo seu aplicativo, você não necessariamente precisa de uma desculpa para abri-lo. Cada momento é sempre um bom momento. Algo assim tem acontecido entre alguém e o Evernote [Android | iPhone | Windows Phone | BlackBerry]. Ok, esse alguém era eu. Por quê?! Oras bolas, porque ele é sexy! Suas cores, sua interface e suas animações são de uma beleza pura e nunca cansam.

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E onde os outros veem apenas, digamos, um protetor de tela, eu vejo um mundo maravilhoso, onde a vida tem milhões de cores. E as animações… aahhh, as animações… Se isso aconteceu com você na hora de abrir um aplicativo, navegar pelos seus menus e páginas apenas para se divertir, então isso pode ser amor. Mas, novamente, não é prova suficiente. Continuemos.

Você fica feliz ao conversar com ele

Os assistentes virtuais são uma novidade nos últimos anos, mas eles já conquistaram o coração de milhões por aí. E como não apaixonar pelo fundador dessa raça, o Siri? É útil, tem senso de humor e conhece um monte de coisas. E ele (ou ela) tem uma voz que, atualização após atualização, torna-se cada vez mais persuasiva.

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Mas você também pode se apaixonar pelo Talking Tom Cat [Android | iPhone | Windows Phone], aquele gato falante, e ficar abraçado com ele por horas, sem nunca ficar entediado. E quase não se dá conta disso, mesmo quando sua interação com ele é compartilhada ininterruptamente via redes sociais. Porque, às vezes, o amor é tanto que você não quer anunciá-lo ao mundo apenas com as suas próprias palavras. Mas os sintomas do amor não estão limitados a ele. Você pode fazer melhor.

Você compra “presentes” para o aplicativo

As demonstrações de amor, às vezes, precisam passar pelo seu cartão de crédito. E se é verdade que um aplicativo não pode apreciar um buquê de rosas, um Dom Perignon ou um diamente de 20 quilates (ok, isso não é necessariamente ruim), isso não significa que você não precisa agradá-lo. Um bom exemplo é o Paper by FiftyThree. Se você mantem o app atualizado constantemente, pagando todos os updates – sem pular nenhum – e comprou ainda todos os extras, mesmo sabendo que não vai usar todos, então, talvez seja amor.

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E quando eu usei o Paper by FiftyThree pela primeira vez, senti meu coração pulsar mais forte. Ele fez eu me sentir um verdadeiro artista, abriu um novo mundo para mim: o mundo das artes gráficas. E era tão belo… Em suma, 15 minutos depois de eu ter sido perfurado pela seta do cupido, eu não poderia deixar de comprar todo o conjunto de canetas, lápis e outros acessórios coloridos que o Paper oferece como itens extras. E, enquanto eu estava pagando, eu estava feliz. Porque eu sabia que o meu aplicativo adorável estava feliz. Mas, talvez, fosse apenas uma paixão passageira. O verdadeiro amor é outra coisa: é pagar por um software livre, ao mesmo tempo que você não se importa com doações voluntárias de outros amantes (ooops, desculpem, usuários). Ou usar o seu Visa para pagar o WinRAR após o período de 40 dias de teste expirar. Se bem que, nesse caso, não há registros de que alguém tenha chegado a esse ponto.

O presente é de todos. Na verdade, de ninguém

Como já diriam os Beatles na clássica “I’ve Just Seen A Face”: “She’s just the girl for me, and I want all the world to see we’ve met” (“Ela é apenas a garota para mim, e eu quero que o mundo veja que nós nos conhecemos”). Quando você ama, você quer compartilhar seu amor com todos. E se o objeto da sua adoração é um aplicativo para chat (o WeChat [Android | iPhone | Windows Phone | BlackBerry | Java] ou o LINE [Android | iPhone | Windows Phone | BlackBerry], por exemplo), você quer que todos os seus amigos, todos os seus contatos o usem também. Se esses mesmos amigos, ou familiares e até estranhos, começam a compartilhar conselhos sobre qual o melhor app para se comunicar, você corta a conversa logo no começo, elegendo o seu comunicador como o melhor do mercado e fim de papo. Para que usar outro? E se você faz isso, então, meu caro, isso é amor.

Mas também pode acontecer o contrário. Se você é ciumento e possessivo, pode querer manter o seu “tesouro” apenas para uso próprio. Para evitar problemas, como o que aconteceu com o Flappy Bird, é melhor não espalhar a novidade por aí, entre outros “pretendentes”.

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Quer saber MESMO se você está apaixonado? Eis o teste final

Bem, finalmente chegamos ao teste do testes: se você chegou ao ponto de querer conhecer os “pais” (leia-se programadores, designers, etc.) do seu par romântico, então, sem dúvida, é amor. Em outras palavras, se você tenta ficar próximo dos desenvolvedores do aplicativo, os segue no Twitter e no Facebook, passa horas em fóruns especializados dando conselhos ou apenas um “suporte informal” a quem pede, e ainda tendo aquela sensação de dever cumprido, então, meu amigo, é oficial: você se apaixonou pelo aplicativo. Bem-vindo ao clube!

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O amor não conhece fronteiras

Resumindo, neste terceiro milênio, o amor assume formas inéditas. Este popular sentimento pode surgir a partir de bits e bytes e não tem limites – a não ser o tamanho do disco rígido. Então, você encontrou o amor com um aplicativo? Conte para a gente quem é o felizardo e o porquê!

(Só não vale ficar como o Raj, no já clássico episódio em que ele se apaixona pela Siri, assistente pessoal do iPhone, na série The Big Bang Theory:)

[Artigo original em italiano]

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